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Guarda, convivência e filiação

Quando os pais se separam, a criança não se separa de nenhum dos dois. O trabalho aqui é organizar a rotina dela, e garantir o vínculo e o nome que ela tem direito de ter.

Guarda compartilhada é a regra

Desde 2014, a lei manda aplicar a guarda compartilhada sempre que os dois pais estiverem aptos, mesmo sem acordo entre eles. Compartilhada não quer dizer metade do tempo com cada um: quer dizer que as decisões importantes (escola, saúde, religião, viagens) são tomadas pelos dois. A criança tem uma casa de referência, e o tempo de convivência é dividido de forma equilibrada.

A guarda unilateral fica para quando um dos pais não pode ou não quer exercer a guarda, ou quando o interesse da criança exige.

Convivência (visitas)

Fins de semana, férias, datas comemorativas, aniversários, chamadas de vídeo para quem mora longe. Um plano escrito e detalhado evita a maior parte dos conflitos.

Investigação de paternidade

O exame de DNA resolve a maioria dos casos. Se o suposto pai já faleceu, o exame pode ser feito com parentes, como avós e irmãos, e o reconhecimento garante nome e herança.

Adoção e tutela

A adoção cria um vínculo de filho para todos os efeitos. A tutela cuida da criança cujos pais faleceram ou perderam o poder familiar, e dá a um adulto de confiança o dever de representá-la.

Retificação de registro civil

Nome escrito errado, dado incorreto na certidão, inclusão de sobrenome, averbação de paternidade reconhecida: muitos ajustes podem ser feitos diretamente no cartório; outros dependem de pedido judicial.

Perguntas frequentes

Quem paga pensão tem direito de ver o filho?

Pensão e convivência são assuntos separados. Pagar não compra visita, e não pagar não autoriza ninguém a impedir a convivência. Cada problema se resolve pelo seu caminho próprio.

Posso mudar de cidade com meu filho?

Na guarda compartilhada, a mudança que afeta a convivência precisa do acordo do outro genitor ou de autorização judicial. Mudar sem isso pode gerar revisão da guarda.

A criança pode escolher com quem morar?

A opinião dela é ouvida, conforme a idade e a maturidade, geralmente com apoio de psicólogo ou assistente social. Mas a decisão é do juiz, sempre pelo melhor interesse da criança.

Vamos organizar a rotina do seu filho?

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